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França: em 2026, seguro de saúde complementar obrigatório na função pública

Mulher sentada em escritório mostrando carteira de vacinação enquanto sorri para a câmara.

A partir de 2026, as funcionárias, os funcionários e outros trabalhadores do serviço público em França passam a ter um novo sistema obrigatório de seguro de saúde complementar. O Estado passará a comparticipar metade do valor dos prémios - uma mudança que parece vantajosa, mas que pode sair cara a quem já mantém, há anos, uma apólice individual, se não se adaptar atempadamente.

O que se altera de forma estrutural para quem trabalha no Estado

Pela primeira vez, surgem regras comuns de seguro de saúde complementar aplicáveis a todos os ramos do serviço público. A medida abrange a administração do Estado central, os municípios e as regiões, bem como os hospitais públicos. No total, está em causa mais de 5,5 milhões de pessoas, que deverão transitar para um novo contrato colectivo negociado pelo empregador com uma seguradora.

O ponto central da reforma é a passagem para um contrato colectivo obrigatório de complementar de saúde, associado ao local de trabalho. Na prática, o serviço público aproxima-se do modelo que já vigora há anos para trabalhadores do sector privado. Até agora, muitos profissionais da função pública têm, sobretudo, seguros individuais, com coberturas e seguradores escolhidos livremente.

Financiamento do seguro de saúde complementar obrigatório na função pública

"O empregador público passará, no futuro, a suportar 50 por cento do prémio mensal do seguro de saúde complementar - o restante será descontado directamente do salário do trabalhador."

Prémio de compensação e valores mensais esperados

As entidades públicas trabalham, neste momento, com a referência de um chamado prémio de compensação de cerca de 30 euros por mês. Deste montante, aproximadamente 15 euros seriam pagos pelo Estado e 15 euros pelo respectivo funcionário público ou trabalhador. Ainda assim, os valores podem ser mais elevados caso a pessoa opte por um nível de protecção superior ou em função da sua situação familiar.

Coberturas previstas no contrato colectivo de seguro de saúde complementar

Que prestações o novo contrato colectivo costuma incluir

Este seguro obrigatório deverá garantir um "cesto base" padronizado de cuidados de saúde. Em regra, essa protecção base inclui, entre outros, os seguintes elementos:

  • Pagamento da parte não comparticipada por lei em consultas de clínica geral e de especialidade
  • Co-pagamentos (taxas) em internamento hospitalar

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